PMs de Criciúma são presos acusados de homicídio em Siderópolis

Dois soldados, lotados no 9º Batalhão da Polícia Militar de Criciúma, foram presos sob acusação de homicídio nessa sexta-feira. A dupla se apresentou em horários distintos no quartel da corporação, onde está reclusa. Os mandados de prisão contra os militares foram expedidos pela Justiça ainda na quinta-feira. O delegado responsável pelo caso, José Tadeu Vargas, dará uma coletiva à imprensa sobre a investigação nessa segunda-feira.

Os mandados de prisão são resultados de uma investigação da Polícia Civil sobre a morte do jovem Denis Aderbal Gomes, de 21 anos. O caso ocorreu na noite de 8 de março desse ano. Segundo divulgado pelos policiais, o rapaz conduzia um Corsa, com placas de Siderópolis, e não teria respeitado a ordem de parada dada por eles, ainda no Bairro Metropol, em Criciúma, onde já teria iniciado uma perseguição, com troca de tiros. Os policiais estavam servindo a corporação naquela noite, fardados e com a viatura caracterizada.

De acordo com os PMs, ao passar por uma curva, o Corsa acabou rodopiando no meio da via. Os policiais relataram que tentaram efetuar a abordagem, mas Gomes teria acelerado o veículo em cima deles e efetuado alguns disparos de arma de fogo. O jovem teria continuado a fuga em alta velocidade em direção à Siderópolis.

Vítima chegou a bater em poste
Na subida do morro do Bairro Vila São Jorge, ele perdeu o controle do veículo e bateu em um poste. Ainda conforme os policiais, a viatura se aproximou do Corsa e novamente teria sido recebida com disparos, quando houve outra troca de tiros, momento em que o jovem, foi alvejado quatro vezes e morreu no local. Três dos disparos acertaram a região do tórax e um, o queixo. Nenhum policial ficou ferido. Gomes não tinha passagens policiais. Uma arma tipo garrucha, apontada pelos militares como sendo a arma usada por ele, foi apreendida. Policias civis que participaram da investigação revelaram que a cena do “crime” foi modificada e que a arma possivelmente havia sido colocada pelos próprios militares no local da ocorrência.

Comandante lamenta o fato
O comandante do 9º Batalhão da PM, tenente-coronel Márcio Cabral, lamentou o fato. “O trabalho continua. Recebemos a determinação judicial, que foi cumprida. Tenho conhecimento que o inquérito policial ainda não foi concluído, pois está em fase de apuração, ou seja, sobre o caso em si não há muito que dizer. Mas é um fato lamentável”, ressaltou Cabral.

 

TextoTalise Freitas  / Foto: Divulgação

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