PM cogita força-tarefa de combate ao tráfico

A Polícia Militar de Criciúma cogita uma força-tarefa, em conjunto com a Polícia Civil, para o enfretamento repressivo ao tráfico de drogas. Segundo o comandante do 9º Batalhão da PM, tenente-coronel Márcio Cabral, a proposta ainda não foi apresentada à outra corporação, e se tiver a possibilidade da criação do setor policial, a força-tarefa será realidade em pouco tempo.

“O foco serão pequenos e grandes traficantes. Tendo três agentes da PM e três da Civil, que já tenham bastantes informações, é possível fazer um excelente trabalho. Frisando sempre, o trabalho de inteligência para se tornar um sucesso. Não adianta colocar mais 50 policiais nas ruas. Sem as devidas informações e experiência, não se faz um atuação eficaz”, explica o oficial.

Três linhas de atuação

Cabral reforça os índices de homicídios, tentativas de homicídios, furtos e roubos como conseqüência das drogas, em sua maioria, principalmente os crimes contra a vida.

“A polícia sozinha não diminui o problema. O combate efetivo das drogas tem três eixos: a prevenção; o combate ao tráfico, com apoio do Ministério Público e Poder Judiciário, sendo mais rigorosos com o traficante; e a recuperação. Investimento em clínicas gratuitas. Tem que ser trabalhado nessa linha, se não, não irá resolver e nem reduzir o problema. Deve haver um trabalho conjunto”, conclui.

 

Textos: Talise Freitas Fotos: Arquivo/Rodrigo Medeiros