Maria da Penha: coragem e desistência

Uma lei que veio para auxiliar, encorajar e por fim a uma triste realidade enfrentada por muitas mulheres: a violência doméstica. Hoje, a lei que leva o nome da mulher que ficou paraplégica devido às agressões do companheiro, a Maria da Penha Maia Fernandes, 67 anos, completa seis anos de vigor no país. Neste período, aumentaram os números de denúncias contra os agressores. Em contrapartida, a grande maioria das vítimas desiste de levar o processo que pune o autor adiante.

Na Delegacia de Proteção à Mulher, Criança, Adolescente e Idoso de Criciúma, o número de relatos é alarmante. Por mês são cerca de 600 registros de violência doméstica no único distrito policial especializada da Região Carbonífera. Denúncias de companheiras, mães, irmãs e até filhas de uma realidade de violência existente entre quatro paredes. A informação é do delegado Márcio Campos Neves, especialista na Lei Maria da Penha, e que está completando quatro anos de atuação na delegacia.

“Uma lei de avanços”, caracteriza delegado

Para Neves, a Maria da Penha é uma lei de avanços. “Ela (a lei) reconhece os problemas existentes da nossa sociedade em relação à violência contra a mulher. Uma lei que trata do tema de uma forma mais rápida e enérgica”, caracteriza a autoridade policial. Segundo ele, mesmo com as melhorias que a Maria da Penha trouxe no combate a violência doméstica, ainda sim, precisa de algumas mudanças.

 

Textos: Redação Fotos: Lucas Jorge / Arquivo