Estupro em Siderópolis era falso

Na madrugada do primeiro dia do mês, a Polícia Civil de Siderópolis foi acionada para apurar um estupro de uma adolescente de 16 anos no município, a qual havia relatado ter sido abordada por um homem a pé, em uma parada de ônibus, na área central da cidade.

Segundo seu relato, um indivíduo teria lhe forçado a manter relação sexual durante a noite, atrás de uma igreja.

No curso da investigação, após a produção de provas, com depoimentos de envolvidos, testemunhas, pareceres de psicólogos e laudo técnico fornecido pelo IML, ficou claro que as evidências não se encaixavam com a versão apresentada pela vítima.

Conforme o delegado responsável pelo caso, José Tadeu Vargas, as provas foram indispensáveis para a conclusão do inquérito.

“Chegamos a conclusão de que não ocorreu crime algum. A adolescente se contradiz em diversos pontos, divergindo dos depoimentos de testemunhas envolvidas, bem como o laudo fornecido pelo médico legista deixa claro que não há se quer vestígios de violência. Logo, se não há constrangimento mediante violência ou grave ameaça para que haja a relação sexual, não há que se falar em crime estupro, previsto no artigo 213 do Código Penal Brasileiro”, explicou a autoridade policial.

Para o delegado, que coordenou as investigações, o objetivo da Polícia Civil se deu por cumprido.

“O objetivo da Policia Civil é chegar à verdade real, ou seja, obter todas as circunstancias fatídicas, técnicas e jurídicas para saber de forma minuciosa o que realmente aconteceu a fim de que injustiças não sejam cometidas. Nesse caso em específico, se condenado, o rapaz responderia por estupro na sua forma qualificada, podendo cumprir até 12 anos de reclusão, sem contar a rejeição junto à sociedade”, salienta.