Impactos da CSN em Siderópolis ganham segundo livro

14/06/2015 11:23

De um lado, um território devastado pela mineração do carvão. Do outro, salários, educação e saúde do primeiro mundo. A experiência de moradores da comunidade de Rio Fiorita na então Nova Belluno, hoje Siderópolis, e funcionários da Companhia Siderúrgica Nacional ganhou um segundo volume na manhã deste sábado.

O lançamento da obra na Livraria Fátima, centro de Criciúma, atraiu poucas pessoas, mas enterneceu quem apareceu. Não sem motivos. Os relatos do autor Ronaldo David dissecam a chegada da estatal criada por Getúlio Vargas que penetrou lotes e almas daqueles filhos de italianos em 1944 e não menos de seus pais.

"Todas as demais carboníferas foram pequeno páreo à CSN naquele período", descreve o historiador. "Cerca de 60 famílias foram desalojadas, banidas que, com desapropriações ínfimas, acabaram migrando para o oeste do Paraná, onde ajudaram a criar vários municípios, entre eles Medianeira."

O monstrengo Mariòn, a escavadeira usada na mineração a céu aberto, aparece como protagonista. "A CSN literalmente detonou a colônia italiana", resgata Ronaldo, "mas ofereceu os melhores salários da região, benefícios sociais e uma educação que até hoje posiciona Siderópolis como o município catarinense que, em proporção à sua população, mais formou alunos em faculdades."