Cocal do Sul discute soluções para combater prostituição na SC-108

15/03/2013 19:10

Cocal do Sul reuniu na tarde desta sexta-feira, 15, representantes das polícias Militar, Civil e Rodoviária, entidades, comunidade, assistência social e autoridades para debater sobre medidas de combate a prostituição na Rodovia Estadual que liga Cocal do Sul a Criciúma, SC-108 (antiga SC-446). Esse é o segundo encontro realizado neste ano. A reunião foi conduzida pelo prefeito, Ademir Magagnin que abriu os trabalhos ao lado da vice-prefeito, do advogado Giovanni Dagostin (representante do Deputado Estadual Dóia Guglielmi) e do Gerente de Fiscalização do Deter, Paulo Ferreira.

O pedido dos participantes foi unânime para que haja punição das profissionais do sexo ou dos usuários como medida mediata. A moradora do bairro Jardim das Palmeiras que fica às margens da Rodovia, Andréia Mateus é um exemplo do constrangimento vivido diariamente pelas mulheres da localidade. “Um dia quando estava voltando do horário de almoço para pegar o ônibus e ir trabalhar, um senhor parou três vezes achando que eu fosse uma profissional do sexo. O que acontece com a gente é constrangedor. Na minha opinião as câmeras irão intimidar e ajudar muito”, ressalta.

O pároco do município, Eloir Borges também sugeriu algumas ações. “O município talvez pudesse delimitar uma área para que elas ficassem ali e forem autuadas quando infringissem essa limitação. Acho que como está é um problema. Além de que alguns pontos desses também podem estar sendo utilizados para que drogas sejam repassadas. Nós temos crianças e mulheres que dependem das paradas de ônibus para poder se locomover”, afirmou.

Diante do exposto, duas ações serão trabalhadas nas próximas semanas. A Prefeitura vai investir na questão social. “Nós iremos atuar com o serviço de conscientização junto com as policias e a longo prazo buscar apoio junto ao Governo do Estado para que essas câmeras sejam instaladas para inibir essas ações”, ressaltou o prefeito.

Uma próxima reunião será realizada nos próximos 30 dias para apresentar o levantamento das ações realizadas em curto prazo e o seu resultado.

 

Colaboração: Maria Luiza Da Rolt