Aventureiros desvendam montanhas de Siderópolis

01/06/2013 11:35

A temporada de escalada das montanhas da serra geral catarinense já iniciou. Até domingo, diversos montanhistas e suas famílias estão acampados, no pé da serra, em Siderópolis, para se aventurar em escaladas. Muitos vieram de outros estados para o município com o objetivo de participar das atividades, afinal, este é o momento que eles dão uma pausa no trabalho para entrar em contato com a natureza.

De acordo com o vice-presidente da Associação Serra Geral de Montanhismo (ASGM), José Carlos dos Santos Júnior, cada montanha tem a sua época certa de escalar. “Na serra catarinense, é melhor subirmos no frio porque tem menos mosquitos. Além disso, o nosso corpo exige menos água”, relata.

O montanhismo é um esporte que ainda está se difundindo, mas a cada dia ganha mais adeptos. “Não é um esporte perigoso, mas temos que estudar e usar todos os equipamentos de segurança necessários, como o capacete e o sapato apropriado”, aponta o presidente da ASGM, Antonio Provezano.

Parede mais extensa do Brasil está em Siderópolis

Algumas das montanhas possuem mais de 900 metros de altura, com paredes rochosas um pouco menores, que é o que realmente importa na hora da escalada. “Aqui em Siderópolis temos a maior parede rochosa do Brasil, com 210 metros de altura”, ressalta Júnior.

E para escalar tudo isso exige muito esforço e dedicação. “A saída é bem cedinho. Por volta das 6h deixamos o acampamento e começamos a subir a trilha. Há vezes que voltamos depois do anoitecer, e outras que temos que pernoitar”, conta Provezano.

Marido nas alturas, mulher na mata

Bianca Vila Nova Caon, de 36 anos, é mulher de montanhista. Na tarde de sexta-feira, ela estava acompanhada de um grupo de amigas enquanto esperava o marido voltar da escalada. “Viemos de Porto Alegre e sempre que temos folga vamos fazer estas atividades”, lembra. Bianca não faz a escalada, mas aproveita as trilhas. “Já fomos também para outras montanhas no Brasil e América Latina, como por exemplo na Patagônia”, conta. 

 

Texto: Angelica Brunatto - Foto: Leonardo Zanin