Ambulância do Samu de Siderópolis está quebrada, e prejudicam atendimentos no Sul de SC

21/02/2015 18:05

Problemas ambulatoriais têm comprometido a agilidade do socorro a pacientes que dependem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Sul de Santa Catarina.

Segundo reportagem veiculada na sexta-feira (20), no RBS Notícias, o número de ambulâncias quebradas e a falta de unidades físicas estariam atrasando os atendimentos em pelo menos três municípios: Siderópolis, Criciúma e Balneário Rincão.

De acordo com pacientes, o transtorno faz com que eles tenham que esperar além do tempo recomendado para receber auxílio em casos de urgência e emergência.

Serviço comprometido
O autônomo Rai Ferreira de Freitas precisou de uma ambulância na madrugada de segunda-feira (16) durante uma crise renal, mas precisou esperar até o dia seguinte para ser atendido.

“A resposta foi que a ambulância de Siderópolis estava estragada. Liguei para a unidade de Criciúma e eles deram a mesma desculpa. Cheguei a ligar para o bombeiro de Criciúma, que não pode vir e eu tive que ficar em casa esperando pelo outro dia”, conta.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Siderópolis, a unidade móvel está na oficina há cerca de dez dias por problemas mecânicos. Até sexta (20), o concerto ainda não havia sido feito e estava orçado em R$ 12 mil.

Segundo o secretário de Saúde, Everton Trento, a previsão é de que a situação seja normalizada na próxima semana. “Eu acredito que isso esteja resolvido na semana que vem, primeiro a compra [dos equipamentos], que devem vir de São Paulo, e depois a parte de manutenção e mão de obra”, explica.

Aumento da demanda
O Sul catarinense conta atualmente com 19 viaturas para cerca de 900 mil pessoas. O número é suficiente para atender a demanda da região, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A entidade estabelece como suficiente a proporção de uma ambulância para cada 50 mil habitantes. Mas, de acordo com o prefeito de Balneário Rincão, Décio Góes, durante a temporada, o número de pacientes aumenta e as ambulâncias demoram cerca de meia hora para chegar ao município. O problema acontece por que não há uma base do Samu na cidade.

“Nós temos a BR-101, que também gera uma demanda grande para o Samu, então, a nossa base não consegue dar conta de toda essa demanda e precisa mais unidades pelo menos nessa época de maior fluxo”, afirma.