História do praião começa em Sideropolis

06/01/2012 18:37

  O campo era do Sindicato dos Mineiros de Siderópolis. O chão ainda não era de areia, e sim de grama. De um lado da linha de meio campo estava o time do Rincão Praia Clube, formado por jovens estudantes em busca de diversão através do futebol. Do outro lado, estava a equipe do Corsário, com jogadores mais experientes. O placar? Isso não se tem registrado, mas o que se sabe é que os mais experientes saíram com a vitória. O que se tem certeza é o ano: 1967.
E foi assim que começou o Praião, que inicia mais uma temporada neste sábado, dia 07 que neste ano leva a marca do jornal Diário de Notícias. A história da maior competição do litoral sul catarinense carrega muitas curiosidades ao longo destes 46 anos. Curiosidades que vem a tona por meio das lembranças e que ganham forma nas palavras de Maurílio Pereira, o popular Gralha, um dos maiores vencedores da competição.
Em 1968, o time do Rodoviário se juntou a disputa, formando assim um triangular e migrando para a areia. "O Joaquim de Bem, que nos ajudava na organização, sugeriu que levássemos os jogos para a orla, ideia que acolhemos prontamente", lembra Gralha. E foi neste ano e no seguinte que o Rincão Praia Clube levantou pelas primeiras vezes a taça de campeão.
Já em 1970, o campeonato já possuía doze clubes e adotou o nome de praião.

Do começo complicado à consagração

Nos primeiros anos na beira da praia, o campeonato foi realizado na Zona Norte do Balneário, se mudando depois para o local onde está hoje, mas não permaneceu por muito tempo, devido a reclamação dos banhistas. "No começo tudo era muito difícil. O campo não era cercado por redes e a boa acabava atingindo as pessoas que estavam na orla", diz.
Com isso, os aficionados pelo Praião precisaram colocar a bola embaixo do braço e achar outro lugar para as disputas. Permaneceram neste local por cerca de quinze anos, mas novas reclamações, desta vez de moradores, acabaram os fazendo se mudar de novo. Com isso, em 2001, o campeonato voltou para o antigo local, e de lá nunca mais saiu. "Hoje a arena é cercada, as traves são de ferro. Na nossa época, era de madeira e nem redes possuíam. Como iríamos ter condições de comprar redes? E as linhas laterais eram feitas pelo bandeirinha que arrastava os pés para remarcar cada vez que elas sumiam", relata. Segundo ele, que na época era diretor da competição, cerca de 1150 caminhões de areia foram retirados da atual arena.

 

Fonte : Portal Sul Noticia

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