Clima cada vez mais tenso entre trabalhadores e mineradores‏

16/04/2013 19:35

É cada vez mais tenso o clima entre trabalhadores e patrões da indústria de extração de carvão mineral e a situação pode ficar ainda mais tensa caso a diretoria de uma carbonífera não reveja demissão de um diretor eleito pela categoria para integrar o conselho fiscal do Sindicato dos Mineiros de Lauro Müller. “O movimento sindical da região já está mobilizada e todo o Estado está em sintonia, pronto para aderir ao movimento”, informa o presidente do Sindicato dos Mineiros de Lauro Müller, Lourival Elias Filho.
A demissão ocorreu na semana passada e desde então o local onde o dirigente sindical trabalhava está em greve, em solidariedade ao profissional. Um grupo de quase 20 homens, cinco máquinas pesadas e quatro caminhões estão parados na localidade de Rio Queimado, interior de Lauro Müller, onde se processa trabalho de recuperação ambiental, no qual o diretor sindical prestava serviços.
Conforme Elias filho, o diretor demitido foi surpreendido na semana passada quando recebeu a notificação de seu desligamento. A justificativa foi a ausência do profissional ao local de trabalho, na semana anterior. “A questão é que o sindicato informou, por ofício, que o diretor se ausentaria do trabalho para participar de audiência pública em Bagé (RS), em  defesa do carvão mineral, programada pelo Frente Parlamentar do Carvão”, explica o presidente do sindicato, ressaltando que a empresa não se dispõe a negociar a situação.
“É uma situação lamentável; o trabalhador vai participar de uma audiência que defendia os interesses também dos patrões,  acaba demitido e mostramos isto à direção do sindicato patronal, que foi solidária e prometeu intervir e ter solução para o impasse até quinta-feira”, enfatiza o advogado do sindicato de Lauro Müller, Antônio Alves Elias. Diante da situação, todo movimento sindical da região está sendo convocado para reunião nesta quinta-feira (17), às 14 horas, em Lauro Müller para discutir a situação e definir a mobilização que se fizer necessária.
“ O movimento sindical não concebe afronta a estabilidade do dirigente sindical eleito pela categoria, em qualquer setor, e vamos nos mobilizar”, enfatiza o presidente do sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé, vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria de Santa Catarina (Fetiesc). “A Fetiesc tem 41 sindicados filiados, todos prontos a aderir a este movimento, assim como outras categorias e todas as centrais sindicais do Estado”, antecipada Dé.
 
Mais informações: Lourival Elias Filho 9107-4675