Assédio moral na Eletrosul‏

24/10/2013 21:36

O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou a Ação Civil Pública contra a Eletrosul (nº 11.032-48.2013.5.12.0014) e acusa a empresa de assédio moral individual e coletivo. Além da empresasão réus na ação o Diretor Presidente, Eurides Mescolotto, e o Diretor de Engenharia e Operação, Ronaldo Custódio. A Ação tramita na 2ª Vara do Trabalho de Florianópolis e abrange os operadores e técnicos de operação nos estados de atuação da Eletrosul. Ela é fruto de pedido de mediação solicitado pela Intersul, ao Ministério Público do Trabalho – MPT que promoveu três audiências de conciliação na tentativa de resolver o impasse após a implantação da “nova política de operação” da Eletrosul. Porém, a empresa não levou a sério as reuniões de conciliação e mostrou descaso com a Notificação Recomendatória 44010/2012 que solicitava a suspensão da referida política de operação, dada às evidências de descumprimento de Acordo Coletivo de Trabalho e de Normas Regulamentadoras (colocando em risco a saúde e segurança dos trabalhadores e também do sistema elétrico).

 

O procurador do Trabalho, Sandro Eduardo Sardá, que investigou a empresa e ajuizou a Ação Civil Pública explica que “fica absolutamente evidente a precarização das condições de trabalho, de saúde e de segurança dos empregados, mas também do próprio sistema de transmissão de energia elétrica, por razões meramente financeiras, isto é, ampliação do lucro da empresa. A inadequação da organização do trabalho é evidente, pois os operadores vem vêm  trabalhando em turnos de revezamento de no mínimo 8 horas, quando não de 10 ou 12 horas, e submetidos a uma sobrecarga de trabalho, stress e pressão absolutamente inadequada, principalmente em se tratando de atividades de transmissão de energia, serviço essencial, ao qual pequenos erros de procedimento podem adquirir grandes proporções, com danos graves e até irreparáveis aos trabalhadores da empresa, a à própria empresa e a toda a sociedade. Todos os operadores do sistema da empresa estão sendo submetidos a condições inadequadas de trabalho, mas o caso de Curitiba é extremo com operadores trabalhando 18 dias sem folga, com jornadas superiores a 10ª diária e a prestação habitual de 60 a 70 horas extras/mês”. Segundo Sardá, a Ação Civil é a típica atuação em prol do bem comum que busca não só proteger os empregados, como a própria empresa que vem adotando riscos excessivos e sem base legal, e também a sociedade em geral, “pois estamos diante de um serviço essencial, a energia elétrica, que em caso de um colapso pode gerar danos graves e irreparáveis”, ressalta.

 

Na ação o MPT solicita a adequação das condições de trabalho, o cumprimento das normas regulamentadoras (NR-10 e NR-17) e o pagamento e restauração de direitos trabalhistas desrespeitados (intervalo para alimentação e observância dos intervalos mínimos de 11 horas entre jornadas, dentre outros).

 

Os sindicatos que compõem a Intersul lamentam que a atitude da diretoria da Eletrosul, neste caso, tenha levado a empresa a tal situação. Nada justifica os prejuízos causados a à saúde e segurança dos trabalhadores, nem o desrespeito ao regramento jurídico. Esperam que, finalmente, a diretoria se conscientize dos impactos dessa política sobre os trabalhadores e a Eletrosul e atue no sentido de saná-los.

>SEGURANÇA

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